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terça-feira, 5 de abril de 2011

Blues em alto teor na Caixa Cultural Brasília - Notícias - maisbrasilia.com

Blues em alto teor na Caixa Cultural Brasília - Notícias - maisbrasilia.com


Blues em alto teor na Caixa Cultural Brasília
Referência brasileira no estilo, a banda Blues Etílicos comemora seus 25 anos de carreira




“Tristeza e alegria, pecado e religiosidade e, sobretudo, um clima de festa é o que me toma no blues. É uma degustação cheia de energia e prazer.” A citação é de Paulo Moura, e serve à descrição do que promete ser o show “Blues Etílicos – 25 anos” na CAIXA Cultural. O clima de festa vai invadir o palco nos dias 06 e 07 de abril, quarta e quinta-feira, às 20h. Com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, o evento tem classificação indicativa 16 anos.

Comemorando 25 anos de estrada, a banda lança seu primeiro DVD, com repertório autoral e músicas de seus 10 álbuns lançados, tais como: Cerveja, Dente de Ouro, Misty Mountain e o Sol Também Me Levanta; além das inéditas Jokers e Dinossauro Manco. A energia do rock, a densidade do blues e o balanço da música brasileira são os ingredientes dessa receita de sucesso e boa música. A banda, que está no auge da sua maturidade musical, segue com a turnê de lançamento do DVD.

A banda
Formada em 1985 no Rio de Janeiro, a banda Blues Etílicos é referência do blues ‘made in Brazil’. Em pouco mais de 25 anos de carreira, participou de inúmeros festivais do estilo, no Brasil e no exterior, e abriu shows para B. B. King, Buddy Guy, Robert Cray, Sugar Blue, Ike Turner, Magic Slim e muitas outras atrações internacionais. A empatia do grupo com o público deve-se, entre outros fatores, à originalidade de compor tanto em inglês quanto em português.
A formação atual conta com Flávio Guimarães, gaita; Greg Wilson, guitarra e voz; Otávio Rocha, guitarra; Rodolpho Rebuzzi, guitarra; Cláudio Bedran, baixo; e Pedro Strasser, bateria.
“Conheci o Blues Etílicos 15 anos atrás: já blues e já etílicos. Depois de um tempo sem muito contato, eles me convidaram para uma “canja” e pude sentir a mesma atmosfera química somada à estrada. The rock is rolling.” Paulinho Moska

“Viva Muddy Waters” é o décimo disco de carreira do Blues Etílicos. Um canhão de blues cru, em reverência a sua maior influência. O trabalho foi gravado em 2006, em sessões ao vivo, no estúdio do músico e produtor Amleto Barboni. São dez canções do repertório de Muddy Waters, entre elas “Walking Blues” e “I Can't Be Satisfied”, além de uma inédita, que Charlie Musselwhite entregou para a banda. Dois motivos pesaram na decisão da banda por gravar canções do bluesman: o desafio de reler um material que exige conhecimento e maturidade e a missão de divulgar uma das principais fontes originais do blues. Com este disco, a banda retorna ao espaço, que deixou vago nas suas andanças por experimentações outras.

No álbum “Cor do Universo” (2003), a banda tornou-se um sexteto e adicionou novas cores aos seus tons azuis. Elementos rítmicos verde-amarelos, como o baião e a capoeira, receberam tratamento sólido da cozinha de Cláudio Bedran (baixo) e Pedro Strasser (bateria). A base sólida deu suporte para riffs, deslizantes e suingados, das guitarras de Otávio e Greg, somadas à gaita de Flávio Guimarães. Com repertório autoral e menos fiel à cartilha blues-rock, a banda optou por levadas dançantes e letras, ora descontraídas (“Barata Voa”, “Saudações”), ora politizadas, como em “A Gosma”. Nas canções, “etilicamente” filosóficas, “Batida”, do poeta Bráulio Tavares e “Tiro de Largada”, de Flávio Guimarães, há certa sabedoria e paz de espírito, que só os boêmios ou ouvintes de samba e blues conhecem.

Raízes
Talvez seja possível traçar um paralelo entre o blues e o choro. Os ritmos, absolutamente fundadores dos matizes musicais norte-americano e brasileiro, têm suas origens nos anos de virada do século XIX para o século XX. Se, por aqui, o choro influenciou o samba (em todas as suas variantes) e a bossa-nova; por lá, o blues transmitiu seu DNA ao jazz e ao rock. Grosso modo, se Tom Jobim está para Miles Davis, Pixinguinha está para Muddy Waters. No show, Blues Etílicos comemoram sua trajetória e rendem homenagem à obra de Waters.

Integrantes
Greg Wilson – norte-americano, natural do Mississipi. É bacharel em música pela Universidade da Carolina do Sul (EUA). Além de vocalista, toca guitarra e trompete.

Flávio Guimarães – gaitista, referência no blues e rock nacionais, já dividiu o palco com Buddy Guy, Taj Mahal, Magic Slim, Charlie Musselwhite e Sugar Blue. Gravou com Alceu Valença, Ed Motta, Cássia Eller, Titãs, Zeca Baleiro, Renato Russo, Zélia Duncan, Fernanda Abreu, Luis Melodia e Paulo Moura, entre outros.

Otávio Rocha – considerado como o melhor guitarrista de slide do país, atua também como compositor.

Pedro Strasser – baterista, com formação no Musicians Institute (Los Angeles, EUA). Acompanhou artistas como Paulo Moura, Fernando Magalhães (Barão Vermelho) e Celso Blues Boy.

Cláudio Bedran – baixista e também fundador da banda, atua como compositor de boa parte das músicas em português do grupo.

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